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Como funciona a psicoterapia infantil?

Entenda a primeira conversa, os encontros com a criança, a participação dos responsáveis, o sigilo e a revisão dos objetivos na psicoterapia infantil.

Por Equipe editorial do site Laíz Wermuth. Informações gerais para responsáveis; não substituem atendimento psicológico.

Conheça Laíz Wermuth, CRP 05/62220 e o escopo profissional apresentado neste site.

Atualizado em 3 min de leitura
Criança desenha em uma mesa enquanto o responsável acompanha e a psicóloga observa com um caderno.

A psicoterapia infantil não é uma versão menor da terapia de adultos. A criança pode se comunicar por meio da conversa, do desenho, das histórias, dos jogos e das brincadeiras. Os responsáveis também participam do processo, em momentos e formatos combinados com a psicóloga.

O percurso varia conforme a idade, a procura da família e a avaliação profissional. Ainda assim, conhecer algumas etapas ajuda a chegar à primeira conversa com perguntas mais claras.

1. O contato começa com os responsáveis

Antes de definir um acompanhamento para a criança, a psicóloga precisa compreender por que a família está procurando ajuda, o que mudou no cotidiano e quais dúvidas precisam ser organizadas.

Esse primeiro contato também serve para explicar:

  • qual serviço está sendo proposto;
  • como funcionam frequência, horários e honorários;
  • como os responsáveis participam;
  • quais informações serão necessárias;
  • quais são os limites do trabalho oferecido.

Não é preciso chegar com um diagnóstico. A conversa inicial pode indicar psicoterapia infantil, orientação parental, diálogo com outro profissional ou um encaminhamento diferente.

2. A criança conhece o espaço e a profissional

Quando a psicoterapia infantil é indicada, os primeiros encontros ajudam a criança a conhecer o ambiente, a psicóloga e os combinados do atendimento. A forma de começar depende da idade e da avaliação da profissional.

Brinquedos, desenhos e histórias não são apenas uma maneira de “distrair” a criança. Eles podem fazer parte da comunicação e da observação clínica. Isso também não significa que toda brincadeira tenha uma interpretação isolada. A compreensão é construída ao longo do processo, considerando a criança, a família e seu contexto.

3. Os objetivos são construídos e revistos

A procura inicial costuma vir em frases amplas, como “ela está diferente”, “a escola está preocupada” ou “não sabemos como lidar”. O trabalho inclui transformar essa preocupação em perguntas e objetivos que possam ser acompanhados.

Esses objetivos podem mudar conforme surgem novas informações. Por isso, a família deve ter oportunidades de conversar sobre o andamento do processo, entender o que está sendo observado e revisar os próximos passos.

4. A participação da família faz parte do cuidado

Responsáveis não precisam acompanhar cada encontro da criança. A forma de participação é combinada conforme a idade, a necessidade e a organização do acompanhamento.

Os encontros com os adultos podem ajudar a:

  • compreender mudanças na rotina;
  • alinhar respostas dos cuidadores;
  • observar o que acontece em casa e na escola;
  • discutir dúvidas sem expor a criança;
  • acompanhar os objetivos definidos.

As orientações do Conselho Regional de Psicologia sobre atendimento a crianças, adolescentes e suas famílias destacam que a participação deve ser definida com responsabilidade técnica e respeito aos direitos da criança.

5. Sigilo não significa ausência de conversa com os responsáveis

A criança precisa de um espaço protegido para se expressar. Ao mesmo tempo, os responsáveis legais participam das decisões sobre o atendimento e precisam receber as orientações necessárias.

A psicóloga deve explicar como preserva o sigilo, quais informações podem ser compartilhadas e em quais situações existe dever de proteção. O acompanhamento da família não exige relatar cada fala ou brincadeira ocorrida na sessão.

6. Escola e outros profissionais podem participar quando fizer sentido

O contato com escola, pediatra, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional ou outros profissionais não é automático. Ele pode ser considerado quando contribui para uma pergunta clara do acompanhamento e existe autorização adequada.

Nessa conversa, compartilha-se somente o necessário para o objetivo definido. A família pode perguntar quem participará, qual informação será discutida e o que se espera decidir depois do contato.

Perguntas úteis antes de começar

Você pode perguntar à psicóloga:

  1. Qual formato está sendo proposto neste momento?
  2. Como os responsáveis participarão?
  3. Como os objetivos serão definidos e revistos?
  4. Como funciona o sigilo no atendimento infantil?
  5. Em quais situações a escola ou outro profissional pode ser incluído?
  6. O que acontece se a necessidade estiver fora do escopo do atendimento?

Uma resposta responsável deve apresentar possibilidades e limites sem prometer prazo ou resultado.

Psicoterapia infantil na Tijuca

Laíz Wermuth Barbosa Rangel é psicóloga, CRP 05/62220. A psicoterapia infantil acontece presencialmente na Tijuca, próxima à Praça Saens Peña, com participação periódica dos responsáveis. A orientação parental também pode ser realizada online quando o trabalho é direcionado aos adultos.

Se você ainda está organizando a procura, veja também o que perguntar na primeira conversa ou entre em contato para conhecer o atendimento.