Como funciona a psicoterapia infantil?
Entenda a primeira conversa, os encontros com a criança, a participação dos responsáveis, o sigilo e a revisão dos objetivos na psicoterapia infantil.
Por Equipe editorial do site Laíz Wermuth. Informações gerais para responsáveis; não substituem atendimento psicológico.
Conheça Laíz Wermuth, CRP 05/62220 e o escopo profissional apresentado neste site.

A psicoterapia infantil não é uma versão menor da terapia de adultos. A criança pode se comunicar por meio da conversa, do desenho, das histórias, dos jogos e das brincadeiras. Os responsáveis também participam do processo, em momentos e formatos combinados com a psicóloga.
O percurso varia conforme a idade, a procura da família e a avaliação profissional. Ainda assim, conhecer algumas etapas ajuda a chegar à primeira conversa com perguntas mais claras.
1. O contato começa com os responsáveis
Antes de definir um acompanhamento para a criança, a psicóloga precisa compreender por que a família está procurando ajuda, o que mudou no cotidiano e quais dúvidas precisam ser organizadas.
Esse primeiro contato também serve para explicar:
- qual serviço está sendo proposto;
- como funcionam frequência, horários e honorários;
- como os responsáveis participam;
- quais informações serão necessárias;
- quais são os limites do trabalho oferecido.
Não é preciso chegar com um diagnóstico. A conversa inicial pode indicar psicoterapia infantil, orientação parental, diálogo com outro profissional ou um encaminhamento diferente.
2. A criança conhece o espaço e a profissional
Quando a psicoterapia infantil é indicada, os primeiros encontros ajudam a criança a conhecer o ambiente, a psicóloga e os combinados do atendimento. A forma de começar depende da idade e da avaliação da profissional.
Brinquedos, desenhos e histórias não são apenas uma maneira de “distrair” a criança. Eles podem fazer parte da comunicação e da observação clínica. Isso também não significa que toda brincadeira tenha uma interpretação isolada. A compreensão é construída ao longo do processo, considerando a criança, a família e seu contexto.
3. Os objetivos são construídos e revistos
A procura inicial costuma vir em frases amplas, como “ela está diferente”, “a escola está preocupada” ou “não sabemos como lidar”. O trabalho inclui transformar essa preocupação em perguntas e objetivos que possam ser acompanhados.
Esses objetivos podem mudar conforme surgem novas informações. Por isso, a família deve ter oportunidades de conversar sobre o andamento do processo, entender o que está sendo observado e revisar os próximos passos.
4. A participação da família faz parte do cuidado
Responsáveis não precisam acompanhar cada encontro da criança. A forma de participação é combinada conforme a idade, a necessidade e a organização do acompanhamento.
Os encontros com os adultos podem ajudar a:
- compreender mudanças na rotina;
- alinhar respostas dos cuidadores;
- observar o que acontece em casa e na escola;
- discutir dúvidas sem expor a criança;
- acompanhar os objetivos definidos.
As orientações do Conselho Regional de Psicologia sobre atendimento a crianças, adolescentes e suas famílias destacam que a participação deve ser definida com responsabilidade técnica e respeito aos direitos da criança.
5. Sigilo não significa ausência de conversa com os responsáveis
A criança precisa de um espaço protegido para se expressar. Ao mesmo tempo, os responsáveis legais participam das decisões sobre o atendimento e precisam receber as orientações necessárias.
A psicóloga deve explicar como preserva o sigilo, quais informações podem ser compartilhadas e em quais situações existe dever de proteção. O acompanhamento da família não exige relatar cada fala ou brincadeira ocorrida na sessão.
6. Escola e outros profissionais podem participar quando fizer sentido
O contato com escola, pediatra, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional ou outros profissionais não é automático. Ele pode ser considerado quando contribui para uma pergunta clara do acompanhamento e existe autorização adequada.
Nessa conversa, compartilha-se somente o necessário para o objetivo definido. A família pode perguntar quem participará, qual informação será discutida e o que se espera decidir depois do contato.
Perguntas úteis antes de começar
Você pode perguntar à psicóloga:
- Qual formato está sendo proposto neste momento?
- Como os responsáveis participarão?
- Como os objetivos serão definidos e revistos?
- Como funciona o sigilo no atendimento infantil?
- Em quais situações a escola ou outro profissional pode ser incluído?
- O que acontece se a necessidade estiver fora do escopo do atendimento?
Uma resposta responsável deve apresentar possibilidades e limites sem prometer prazo ou resultado.
Psicoterapia infantil na Tijuca
Laíz Wermuth Barbosa Rangel é psicóloga, CRP 05/62220. A psicoterapia infantil acontece presencialmente na Tijuca, próxima à Praça Saens Peña, com participação periódica dos responsáveis. A orientação parental também pode ser realizada online quando o trabalho é direcionado aos adultos.
Se você ainda está organizando a procura, veja também o que perguntar na primeira conversa ou entre em contato para conhecer o atendimento.